quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A ferramenta contra a miséria

Os dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) são assustadores. Nada menos que 1,5 milhão de cearenses vive com uma renda familiar mensal é inferior a R$ 70 por pessoa. Desse total, 133 mil estão em Fortaleza. São pessoas que tentam sobreviver com pouco mais de R$ 2 por dia para atender a todas as necessidades básicas do ser humano. É um contingente que está completamente apartado das mínimas conquistas sociais e que faz corar de vergonha os homens de bem. Click abaixo para continuar lendo a manchete.
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Faz-se a ressalva ainda que o estudo, feito com base no Censo 2010, considera que esses números poderiam ser muito maiores, caso não existissem os programas sociais para amenizar a situação de outras milhares de pessoas, tirando-as da extrema miséria. 
Todavia, é preciso que se diga que tirar pessoas da extrema pobreza não é apenas transferi-lhes renda.

O verdadeiro avanço ocorre quando as pessoas adquirem a capacidade de caminhar com as próprias pernas, assumindo a posição de indivíduos autônomos e senhores de suas próprias vidas. E qual a melhor ferramenta para libertar as pessoas? A resposta é a mesma de sempre: Educação.
Uma Educação pública bem fundamentada, desde a base até a universidade, é que dá ao indivíduo a chance de, saindo de um patamar de pobreza, alcançar a ascensão que deseja por meio do próprio esforço.

O Brasil ainda tem muito a avançar. Se os últimos 20 anos foram de progressos sociais e econômicos – inclusive com a universalização do acesso ao Ensino Básico –, agora é a hora de investir em qualidade, e não somente na Educação, já que a cidadania e o desenvolvimento passam por uma boa Saúde, Infraestrutura e Segurança, por exemplo.

Não há como sair da miséria se não fizermos o que as grandes nações fizeram no passado, ou seja, ofertar a possibilidade concreta para que os indivíduos possam desenvolver-se e, desta forma, enriquecer a Nação.

Fonte: Jornal O Estado do Ceará

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