domingo, 18 de novembro de 2012

Já não é fácil falar de sexo com os filhos. Em tempos de Internet, as angústias dos pais estão também por trás da tela do computador

De repente, surge o dia de dar respostas a perguntas tão temidas pela maioria dos pais. “Como eu nasci? Por que o meu é diferente do dele? O que é transar?”. De repente, percebe-se que estar diante daqueles olhinhos curiosos, mesmo sem respostas na ponta da língua, é o menor dos medos, frente aos riscos a que os filhos ficam expostos quando passam a entender as delícias de estar conectado com o resto do mundo, a qualquer momento. Falar de sexo com crianças e adolescentes, em tempos de Internet e redes sociais, ganha uma dose extra de preocupação por parte dos pais. Click abaixo para continuar lendo a manchete.

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Na casa do casal Júlia Tereza Linhares, 47, e Vicente Vasconcelos, 45, fala-se de sexo “numa boa, sem neuras”. A dona de casa diz que os filhos, Débora, de 16 anos, Daniel, de 19, e Diego, de 24, foram crescendo “sem essa de perguntas proibidas”. “Sempre expliquei tudo que eles perguntavam. Quando eram pequenininhos, dizia com mais jeito, poupando eles dos detalhes. Depois que cresceram, fomos explicando pelos próprios exemplos do dia a dia”, relata Júlia, entre gargalhadas e esforço para conter o jeito extrovertido.



“Às vezes, ela começa a falar e eu fico com vergonha, peço para ela parar. Mas acho legal que ela seja assim, apesar de algumas coisas ainda preferir conversar com minhas amigas”, confessa a filha Débora.

Segundo especialistas, os princípios que norteiam a abordagem do assunto se mantêm, ao longo dos anos, com ou sem Internet. “Antes de mais nada, é preciso estar seguro, agir de forma natural, com tranquilidade”, declara a psicóloga Karynne Melo. “Uma dose de descontração cai bem, é verdade, mas é essencial que exista respeito, desde os questionamentos iniciais (e desconcertantes para a maioria dos pais), ainda nos primeiros anos de vida”, completa a psicopedagoga Raquel Tavares. “Não devemos negar informações e as respostas devem ser simples”, reforça a ginecologista Zenilda Bruno.



Júlia admite que a Internet aumenta a quantidade de orientações aos filhos porque cresce também os riscos e os medos dela e do marido. Mesmo assim, ela assegura que, na casa deles, não existe proibição em torno do uso do computador nem da participação “dos meninos” em redes sociais, já que a liberdade deles é vigiada por ela e pelo marido. “Eles sabem os cuidados que devem tomar, a gente fala sobre isso o tempo todo para eles”, declara Júlia.

A titular da Delegacia de Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (Dceca), Ivana Timbó, orienta os pais a prestarem atenção aos amigos, aos lugares por onde os filhos andam e ao uso controlado do computador. “Eu sei que é difícil disciplinar o computador, mas é indispensável que isso ocorra. Os aliciadores se aproveitam de brechas no acompanhamento dos filhos pelos pais para cometer os crimes”. Segundo ela, os pais têm estado mais atentos aos perigos e procuram a delegacia com mais frequência. “Procuram, principalmente, para informar-se”, diz.



ENTENDA A NOTÍCIA

A maioria dos pais tem dificuldades de falar sobre sexo. A exposição que a Internet proporciona aos filhos traz mais um problema. É preciso estar por perto para preservar a intimidade e a integridade dos filhos.



Fonte: Jornal O Povo

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